Fundação Educandário "Cel. Quito Junqueira"
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Ribeirão Preto - SP
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Destaque secundário

História dos Fundadores

A trajetória de vida de Francisco Maximiano Junqueira, conhecido como Coronel Quito, e de sua esposa, Theolina Zemilla de Andrade Junqueira, conhecida como Dona Sinhá, tem início no século XVIII, com a então descoberta de minas de ouro na região central do Brasil. Tal descoberta atraiu imigrantes de vários países sendo a maioria proveniente de Portugal.

Foi nesse período, que chegou ao país o pioneiro da família, o português João Francisco Junqueira, oriundo da região campesina do Minho, no Arcebispado de Braga. O jovem português estabeleceu-se na Capitania de Minas Gerais, mais precisamente na Comarca do Rio das Mortes, na vila de São João Del Rei, que era a maior produtora de grãos, hortaliças e frutos nacionais, servindo tanto à Corte no Rio de Janeiro, quanto às regiões de extração de minério.

Em 1758, casou-se com Helena Maria do Espírito Santo, com quem teve 12 filhos. A terceira filha, Maria Francisca da Encarnação casou-se com o português Gabriel de Souza Diniz, e dessa união nasceram 10 filhos. Alguns filhos desse casal migraram para São Paulo e um deles, Francisco Antônio Diniz Junqueira, que se estabeleceu na região de Franca, vem a ser o avô da mãe de Quito e do pai de Sinhá.

Francisco Maximiano Junqueira, o Cel. Quito, recebeu, ainda menino, após a morte do pai uma considerável herança, constituída por terras situadas na fazenda do Lajeado, no município de Ribeirão Preto, gados e uma quantia em dinheiro. Nesse período, segunda metade do século XIX, houve uma mudança no cenário agrícola nacional com a introdução do café. A região de Ribeirão Preto tornar-se-ia conhecida como o “Eldorado do Café”, sendo a maior produtora do grão no mundo, e responsável por um terço de todo o café consumido.

Cel. Quito iniciou-se, então, na atividade de produção do grão, enriquecendo-se graças ao patrimônio que herdara e também a sua capacidade de gerir os negócios. Casou-se no ano de 1891, com sua prima Theolina Zemilla de Andrade, na cidade de Franca. O casal fixou residência em Ribeirão Preto na Fazenda da Serra, onde levava uma vida modesta, com muito trabalho e economia. Dona Sinhá, por exemplo, dedicava-se pessoalmente às tarefas caseiras, cozinhando até para a turma de camaradas que na fazenda trabalhava.

Cel. Quito faleceu em Ribeirão Preto, em 19 de novembro de 1938, aos 71 anos, vítima de broncopneumonia e hipertrofia do coração. Sua morte foi comentada pela imprensa interiorana e da Capital, onde também possuíam residência. Theolina, Dona Sinhá, esposa e companheira do Cel. Quito durante quarenta e sete anos, dedicou toda sua vida a campanhas sociais, lutando sempre em prol dos desprotegidos e necessitados.

 Efetuando doações e legados a asilos, creches, hospitais, igrejas, dentre outras entidades filantrópicas.

Dona Sinhá faleceu em Ribeirão Preto, aos 80 anos de idade, em novembro de 1954.